Exploratório: gerado automaticamente a partir dos dados das plataformas UmaTerra; não validado de forma independente nem revisado por pares.

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Clima · uso da terra · passo a passo

Como ler a exposição climática de um lugar, camada por camada

Um clique e o muda-clima reúne o uso do solo de um círculo, nove modelos climáticos, quarenta anos de chuva medida, o relevo e o fogo. Tudo para responder a uma pergunta: que terra, em volta deste ponto, está exposta às mudanças do clima em que os modelos concordam? Aqui, um ponto de verdade é aberto passo a passo, com a origem de cada número.

Carregando a análise do ponto de exemplo…

—dias acima de 35 °C por ano, hoje → 2041–2070
—de aquecimento médio projetado
—de tendência no déficit hídrico medido
—do círculo exposto ao principal perigo

real medido por satélite, estação ou reanálise. estimado projetado por modelo climático, ou leitura que depende de um limiar. ausente parte que não respondeu desta vez.

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Um ponto, um círculo e uma célula de clima

Tudo começa com um clique e um raio, de 1 a 20 km. O uso do solo é lido dentro do círculo, pixel a pixel. O clima projetado vem de outra escala: a célula de 0,25° dos modelos climáticos (cerca de 28 km) onde o ponto cai, o quadrado tracejado no mapa.

No aplicativo: busca por CEP, endereço ou coordenada, um clique no mapa, o seletor de raio e o link direto /app/?lat=…&lon=…&r=….

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O que existe no círculo hoje

O MapBiomas Coleção 11 mapeia o último ano em pixels de 30 m. O muda-clima junta as classes em grupos que reagem ao clima de modo parecido: floresta, savana, pastagem, lavouras temporárias e perenes, áreas urbanas e água.

No aplicativo: aba Uso da terra, e a camada de uso do solo no mapa.

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De onde veio a terra de hoje

O uso do solo de hoje é o ponto de partida, mas ele mesmo mudou. Pixel a pixel, o MapBiomas diz o que cada parte do círculo era em 1985: à esquerda o grupo de então, à direita o de agora, e cada faixa é a área que fez esse caminho.

No aplicativo: seção Uso da terra da barra lateral, Comparar com 1985 — o mapa ganha a divisória e a aba Uso da terra mostra estas faixas sob a barra de hoje.

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Nove modelos climáticos, cada um comparado com ele mesmo

O clima projetado vem do NEX-GDDP-CMIP6, da NASA: nove modelos, um por centro de modelagem (de EC-Earth3 a INM-CM5-0), cada um comparado com o próprio passado, 1985–2014 contra 2041–2070. O que importa é a mudança, não o valor absoluto de cada modelo.

Um perigo só aparece quando pelo menos dois terços dos modelos concordam no sinal, e só é chamado de forte quando pelo menos 80 % concordam e passam de um limiar mais alto.

No aplicativo: aba Clima, com a faixa entre os modelos em cada indicador.

5

Como ler uma projeção

Uma projeção não diz como será 2050: ela compara dois climas de 30 anos, 1985–2014 e 2041–2070, cada um simulado pelo mesmo modelo. A mudança de um modelo é o futuro dele menos o passado dele, e por isso os erros próprios de cada modelo se cancelam.

Cada ponto abaixo é um modelo; a faixa escura junta dois terços deles (o "provável" do IPCC); o traço é a mediana. O muda-clima só fala em perigo quando pelo menos dois terços concordam no sinal, e em perigo forte quando 80 % concordam e a mudança passa de um limiar maior. Uma faixa que cruza o zero é um aviso: os modelos não sabem nem para que lado vai.

No aplicativo: aba Clima, as faixas de cada indicador e a tabela por modelo.

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Calor: o sinal em que todos concordam

Temperatura média e dias acima de um limiar (35 °C no Brasil, 30 °C no Canadá). Cada barra é um modelo.

No aplicativo: aba Clima, indicadores temperatura média e dias quentes.

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Chuva: onde os modelos mais se dividem

Na chuva anual, os modelos discordam com frequência, às vezes até no sinal. A tela mostra a mudança de cada um e avisa quando não há acordo — a divergência também é informação.

No aplicativo: aba Clima, indicadores chuva anual, dias sem chuva e dias de chuva forte.

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Emissões médias ou altas: até 2050, perto uma da outra

O seletor de cenário troca o SSP2-4.5 (emissões intermediárias) pelo SSP5-8.5 (emissões altas). Até meados do século, os dois caminhos ainda andam juntos em boa parte dos indicadores; a grande separação vem depois.

No aplicativo: seletor Cenário, ou &s=ssp585 no endereço.

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Que mundo é esse, e onde ele já existe

Cada cenário corresponde a um mundo mais quente: pelo IPCC, o SSP2-4.5 em meados do século é cerca de +2 °C acima do pré-industrial. E o clima projetado aqui talvez já exista hoje em outro lugar: o clima análogo é a célula cujo clima de 1985–2014 mais se parece com o futuro deste ponto — temperatura, chuva e dias secos.

No aplicativo: o quadro Em essência e a célula laranja pontilhada no mapa.

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O que já foi medido, e quando duas medições discordam

Antes de olhar para o futuro, vale ver o que já aconteceu. A chuva medida vem de duas fontes independentes, CHIRPS e TerraClimate, e a tendência só é dada como clara quando as duas concordam. A seca vem do déficit hídrico do TerraClimate. Toda tendência passa pelo teste de Mann–Kendall: sem p < 0,05, a tela diz "sem tendência clara".

No aplicativo: aba Clima, parte O que já foi medido.

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Vento: só o que foi medido

O arquivo diário do CMIP6 não traz rajadas, então o muda-clima mostra apenas o vento medido: a rajada máxima de cada ano na reanálise ERA5 e, no Brasil, a estação do INMET mais próxima.

No aplicativo: aba Clima, cartão Rajadas de vento; na aba História, o perigo Vento forte (observado).

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O relevo decide onde a chuva forte faz estrago

A mesma chuva forte passa sem dano num platô e arrasa uma encosta lavrada ou uma baixada. A aba Terreno mede o declive (SRTM), o terreno baixo perto da drenagem (MERIT Hydro, até 5 m acima do canal) e a água vista por satélite (JRC).

"Terreno baixo" é um índice de relevo, não um mapa de inundação: em chapadas muito planas ele marca muito e diz pouco.

No aplicativo: aba Terreno, e as camadas Terreno baixo, Declive e Água no mapa.

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O fogo dos últimos dez anos

As cicatrizes de queimada do MapBiomas Fogo, em pixels de 30 m, de 2016 a 2025: quanto queimou, quanto queimou mais de uma vez e quanto queimou nos dois últimos anos.

No aplicativo: aba Terreno, parte do fogo, e a camada Fogo — vezes queimadas.

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O perigo de incêndio que vem pela frente

As cicatrizes dizem o que já queimou; o Índice de Perigo de Incêndio canadense (FWI) diz quantos dias terão tempo de fogo. A NASA o calculou a partir dos mesmos modelos (NEX-GDDP-FWI). Contam os dias acima de FWI 30 e os dias acima do percentil 95 do próprio lugar — extremos para ali, onde FWI 30 é raro.

No aplicativo: aba Clima, indicadores de FWI, e o perigo Condições para o fogo.

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A classe climática dentro do círculo

A única camada de clima que varia dentro do círculo: os mapas de Köppen-Geiger de 1 km de Beck et al. (2023), para 1991–2020 e 2041–2070, a partir de outros 42 modelos — uma segunda opinião. O Sankey mostra que parte do círculo muda de classe.

No aplicativo: aba Clima, no topo.

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Perigo × uso do solo = área exposta

É aqui que as duas escalas se encontram. Para cada perigo presente, o muda-clima soma a área dos grupos de uso do solo sensíveis a ele — lavoura e pasto ao calor, lavoura e solo exposto à chuva forte, e assim por diante. O resultado é a área provavelmente exposta, com o motivo de cada grupo.

No aplicativo: aba História, quadro Área de exposição provável, com um cartão por perigo.

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Um relato em texto e a impressão digital dos dados

Por fim, o aplicativo escreve o resultado em parágrafos, sempre fechando com a ressalva de escala e de limites. Cada análise leva um hash de proveniência, calculado sobre as versões das fontes: mesmo ponto e mesmas fontes, mesmo hash.

No aplicativo: o relato na aba História; as fontes e o Hash de proveniência na aba Método.

clima.umaterra.com.br/app/
Carregando…real
Calculando a análise do ponto de exemplo (pode levar alguns segundos)…

O que o muda-clima não diz

Abrir este ponto no muda-clima → muda-clima no Canadá

Outros exemplos: Teresópolis (RJ), serra e chuva forte · Santa Maria (RS), Pampa · Manaus (AM), floresta e cidade · Sorriso (MT), o exemplo desta página. Passe qualquer coordenada do Brasil (?lat=…&lon=…, e &r= para o raio). Os números vêm da mesma rota que o aplicativo usa, /v1/impact. English version.

Notas

  1. É a primeira das seis regras do muda-clima: dar nome à escala. O valor de um ponto numa projeção reduzida de escala não pertence ao ponto, e sim à célula, com cerca de 27 km de altura e uma largura que diminui com a latitude. Desenhar a célula ao lado do círculo mostra o descompasso sem precisar explicá-lo. Biondo, Exposure, not prediction (manuscrito em preparação, 2026).
  2. A primeira versão calculava esses indicadores a cada clique, no Earth Engine, e levava de 60 a 110 s por ponto. Hoje eles são calculados de antemão para o país inteiro: o custo dessas reduções está no número de imagens lidas, não de pixels, e a grade do Brasil fica pronta em cerca de cinco minutos. No clique, a projeção não custa nada. Biondo, Exposure, not prediction (manuscrito em preparação, 2026).
  3. Em Teresópolis (RJ), o CHIRPS sozinho mostra uma tendência forte de secagem (−158 mm por década) que o TerraClimate não confirma (−19 mm, sem significância): uma provável mudança na rede de estações. Daí a regra de exigir dois produtos independentes antes de chamar uma tendência de chuva de clara. Biondo, Exposure, not prediction (manuscrito em preparação, 2026).
  4. Contar área, não dano: um hectare sob um perigo é uma quantidade que os dados sustentam; uma tonelada de safra perdida exigiria um modelo de cultura, dados de manejo e vulnerabilidade, que a ferramenta não tem. Por isso cada par perigo × uso diz o mecanismo numa frase, mas não estima quanto. Biondo, Exposure, not prediction (manuscrito em preparação, 2026).
  5. Uso do solo, clima, terreno e medições falham de forma independente: o relatório fica mais curto e diz o que faltou, a parte climática roda com os modelos que houver (no mínimo dois) e informa quantos usou, e um resultado parcial nunca vai para o cache. Todo relato termina com a ressalva: uma leitura de exposição provável, não uma previsão para uma propriedade nem um laudo — serve para fazer perguntas, não para encerrá-las. Biondo, Exposure, not prediction (manuscrito em preparação, 2026).